O espetáculo Nossos Bárbaros foi o primeiro de um projeto que ainda está por ser aprofundado: a Banda Cênica Teatro de Garagem. Essa montagem levou para o palco as músicas e as histórias da lendária turnê realizada por Gilberto Gil, Gal Costa, Caetano Veloso e Maria Bethânia no ano de 1976, o show Doces Bárbaros. A turnê foi registrada em vídeo por Jom Tob Azulay e o documentário serviu de base para o roteiro da peça.

Entre as músicas eram executadas cenas ora baseadas em situações vividas pelos músicos na época da turnê – como o célebre episódio da prisão e julgamento de Gilberto Gil – ora baseadas nas letras das canções.

A idéia de fazer o espetáculo Nossos Bárbaros foi, além de uma homenagem a esses tempos e encontros idos, provocar no agora a explosão de vida que eles provocaram então. O amor, a espiritualidade, a mulher, o gay, o preto, o índio, e “todos aqueles que não se encaixam num contexto incontestável” são representados com sons e movimentos, com poesias e danças. Cantamos as músicas de doces bárbaros dando voz ao coro dos silenciados, nossas vozes, “vozes que gritam desconcertadas, fortes, mesmo que assustadas.”

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Ficha técnica

Baseado em trechos do documentário “Doces Bárbaros” de Jon Tob Azulay
Elenco: Everton Bonfim, Herbert Proença, Pedro Varanese, Rafael Avansini e Tássia Guarnieri
Músicos: Alvaro de Oliveira, Jéssica Rezende, Gustavo Durigueli e Miguel Matoso. Substituição: Gabriel Gimenes e Diogo Burka.
Texto, direção e figurinos: Criação Coletiva.