O que é ser livre para você? Esta é a pergunta lançada pelos atores-criadores da peça “Homens Livres”, da Cia. Teatro de Garagem. A peça nasceu como uma intervenção, cuja iniciativa partiu de alguns atores, na época alunos e depois integrantes do grupo, para ser encenada no Erep-Sul (Encontro Regional dos Estudantes de Psicologia). Desde então, passa por um processo de reelaboração e amadurecimento, cênico e textual, construído a partir da proposta de criação coletiva do grupo.

Homens Livres” é uma peça que flerta com a herança dos clowns, entre outros elementos circenses e populares, ou linguagens como a música, composta para a peça, elementos que dão continuidade à pesquisa da Cia. sobre o teatro de rua. A montagem toma para si a tarefa de pesquisar as possibilidades cênicas e textuais de problematização do tema “liberdade”. Para tanto, o caráter de “Homens Livres” é naturalmente interrogativo e os seus “exercícios de liberdade”, comandados pelo Cabo, tanto quanto o alvoroço causado entre os Homens pela obediência do Escravo, lá estão para explorar a “lógica” própria dos personagens e no intuito de provocar ainda mais questionamentos sobre a questão da liberdade, nunca respostas.

Objetivando a “verdadeira” liberdade, que significa para cada homem uma necessidade coletiva e particular, os Homens Livres e seu Cabo seguem um bem específico “caminho da liberdade”, decretando a si mesmos incumbidos da tarefa de livrar os homens das “algemas” sociais e morais que os atam. Eles estão sempre querendo mostrar o quanto são livres, comportando-se, todavia, segundo uma lógica própria, baseada na contradição e demonstrando a fragilidade de uma “liberdade de soldados”, posta criticamente em xeque, e em cena, pela exploração das incoerências resultantes das ações dos personagens.

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Ficha Técnica

Texto, direção, figurino e criação coletiva.
Elenco: Everton Bonfim, Herbert Proença, Miguel Matoso, Pedro Varanese, Rafael Avansini e André Castanheira. Substituição de Elenco: Tassia Guarnieri.
Baseado em trechos da peça: “Ubu Agrilhoado” (1899) de Alfred Jarry.
Com colagens de textos de: Jean Paul Sartre, Cecília Meirelles, Oscar Wilde, Bertolt Brecht, do filme “Transpotting”, de Danny Boyle, Carlos Marighella e textos dos próprios atores.

Nós do Teatro”
Música de: Everton Bonfim e Miguel Matoso
Letra de: Everton Bonfim
Fotografia, arte e ilustrações: Natalia Turini
Projeto Gráfico: Chico Maciel
Registro Audiovisual: Danilo do Amaral
Contrarregra: Danilo do Amaral
Edição de imagem: A hora mágica