O espetáculo é resultado dos trabalhos do primeiro ano do Curso de Iniciação Teatro de Garagem e tem como inspiração o cordel homônimo do lendário poeta cearense Patativa do Assaré. Essa inspiração poética demarca a presença da cultura popular brasileira, que nesta montagem dialoga com a oralidade característica do cordel, como fonte de criação e pesquisa cênica do grupo.

A peça narra as andanças de um miçangueiro (o mesmo que o nosso camelô) pelo sertão do Nordeste. Certa vez, Brosogó se endivida com o poderoso coronel Militão por conta de meia dúzia de ovos. O coronel, muito influente na região, faz desses ovos o calvário do pobre miçangueiro e leva a dívida ao tribunal. Brosogó recebe ajuda de um estranho advogado, o Diabo, a quem ele havia dedicado suas preces, para aflição de todos os devotos.

A trama trata da mistura que a religiosidade brasileira possui em suas diversas crenças e rituais. O homem e a fé permeiam todo o espetáculo. Em busca do bem, cada um defende seus santos e festeja a alegria de viver. Em uma terra de muitos santos já não se sabe quais imagens correspondem ao sagrado e ao profano, ao bem e ao mal. Pois afinal, como indaga Brosogó, você já viu o bem existir sem o mal?

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Ficha técnica

Adaptação e direção: Everton Bonfim
Elenco: Cristiane Demétrio, Danilo do Amaral, Laura Lago, Manuel Arruda e Marcelo Pinhatari
Cenário, Figurino, Maquiagem, Iluminação e Sonoplastias: o grupo
Objetos de cena: Confeccionados pelos próprios atores e por Vanessa Cabral
Oficina de criação dos objetos de cena: Thyago Bezerra.