POETA QUE PARIUCIA. TEATRO DE GARAGEM

“Respeite as regras, e então jogue-as fora.

Pela primeira vez você atinge a liberdade.”

Bashô

Neste sábado (28 de novembro) às 19hs na praça Floriano Peixoto (em frente a Catedral) a Cia. Teatro de Garagem apresenta a montagem teatral de rua “Poeta que Pariu” integrando a programação cultural do primeiro Festival das Vilas Culturais de Londrina. (ver programação cultural completa do Festival abaixo).

Na montagem “Poeta que Pariu” os atores iniciam o espetáculo chamando atenção para pequenos gestos do cotidiano, desenham com fitas das cores da bandeira LGBT, caminhos que os levam para o encontro com os personagens: Baronesa, Cabeludo, Fazedô, Piolho, Grego e Véia. O público pode ver de perto as marcas da história de vida de cada personagem, representadas por linhas da vida, desenhadas por todo o corpo dos atores. Os sons dos diferentes apitos anunciam a pluralidade dos temas que estão por vir. O prólogo-ritual se inicia.

Os atores vestem saias de jornal que os deixam com aspecto andrógino e os possibilita vivenciar situações diversas, como o combate com a “Guerreira Diversidade”, que na cena, morre e renasce para mostrar aos seres desavisados desse mundo como ainda se encantar com as coisas. Em meio a experimentações corporais, vocais e instrumentais, as saias se transformam em elementos visuais que representam a ocupação dos espaços da rua, bem como figuras marginalizadas por nossa sociedade.

O encontro dos personagens é aclamado com o “Samba do Bando”. O Coro de Moradores de Rua se manifesta por meio de ações que os representam e refletem sobre as mazelas da contemporaneidade. Ações cotidianas como dormir, comer, cantar e conviver são amplificadas e dilatadas pela “Família não Tradicional”, em situação de rua, no desenrolar das relações estabelecidas na trama.

O grupo de Moradores de Rua mostram com exatidão e liberdade poética, fatos reais ocorridos em espaços públicos de Londrina, acontecimentos estes, que facilmente podem ser identificados em outras cidades e lugares devido aos frequentes atos opressores de policiais e discursos de ódio e intolerâncias veiculados nas mídias e redes sociais por ditos cidadãos de bem.

A montagem de rua “Poeta que Pariu” é fruto de um trabalho de composição cênico-musical, criado coletivamente. Contempla músicas autorais e dramaturgia criada pelos atores do grupo, com colagens de textos de André Abujamra e Jô Bilac, fragmentos do Manifesto da Antropofagia Periférica, de Sérgio Vaz, haicais de Bashô e fragmentos de textos de Carolina Maria de Jesus.

O elenco da montagem é formado por Danilo Lagoeiro, Everton Bonfim, Herbert Proença, Melissa Campos, Pedro Varanese e Rafael Avansini. A Cia. conta com o apoio da Vila Cultural Alma Brasil e do espaço cultural CECA — Centro Esportivo de Capoeira Angola de Londrina.

PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL DAS VILAS

10h – “A Rua Dança a Cidade” — Vila Cultural Flapt
11h – Sarauzinho — Vila Cultural Cemitério de Automóveis
12h – Violeiros da Região Sul — Vila Cultural ADECOM
14h – Bumba meu Boi Estrela da Vila — Vila Cultural Alma Brasil
15h – Maracatu Semente de Angola — Vila Cultural Alma Brasil
15:30h – Rádio Alma — Vila Cultural Alma Brasil
16h – Faces de Londrina — Vila Usina Cultural
17:30h – Rádio Alma — Vila Cultural Alma Brasil
18h – Sessão de Curtas — Vila Cultural Kinoarte
19h – Poeta que Pariu Cia. Teatro de Garagem — Vila Cultural Alma Brasil

** Durante o evento rolará a Rádio Triolé — Vila Cultural Triolé

Mais informações sobre o evento:

www.facebook.com/events/735674623229097/